Entrevista com a a cantora Blubell

A cantora e compositora paulista Blubell, apresenta de 21 a 23 de agosto – sexta a domingo –, no Teatro da Caixa Cultural o show “Diva é a mãe”. O espetáculo está correndo o Brasil e, com ele, a artista marca sua estreia em Curitiba. O repertório inclui as composições que colocam Blubell como um dos principais nomes da novíssima cena musical brasileira. “Diva é a mãe” é o título de seu último CD, inspirado na música “Diva uma ova”.  Vir a Curitiba estava nos planos da artista já há algum tempo, especialmente porque são muitos os pedidos dos fãs que chegam pelas redes sociais. Aqui ela esteve em 2014 com um grupo de cantoras numa noite dedicada a Dorival Caymmi, no Teatro do Paiol. Agora realiza seu desejo e do público que a acompanha à distância.

Foto: Laís Aranha

Foto: Laís Aranha

Blubell fez parte de bandas independentes antes de 2006. Nesse ano iniciou a carreira autoral; em 2007 lançou pela gravadora Super Reds o álbum “Slow Motion Ballet”, que abriu espaço para sua versão de “Junk”, de Paul McCartney. O trabalho foi bem aceito pela crítica. Ao mesmo tempo a cantora desenvolvia parceria com o quarteto de jazz À Deriva. Em 2009, “Chalala”, outra de suas composições, foi escolhida para ser tema de abertura de “Aline”, minissérie da TV Globo.

O segundo disco foi lançado em janeiro de 2011: “Eu sou do tempo em que a gente se telefonava” (YB Music). Contou com participações de Baby do Brasil e Tulipa Ruiz. “What if…”, constante no CD, fez parte da trilha sonora de “Bruna Surfistinha”, filme de Marcus Baldini, protagonizado por Deborah Secco, que chegou às telas nesse mesmo mês e ano.No ano seguinte (2012) a cantora uniu-se ao trio Black Tie na gravação de “Blubell & Black Tie”, pelo selo Borandá. O encontro da cantora com o Black Tie rendeu em 2013 o prêmio de Melhor Disco em Língua Estrangeira no 24° Prêmio da Música Brasileira. Nesse mesmo certame, realizado anualmente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Blubell concorreu em 2014 na categoria de cantora pop pela gravação de “Diva é a mãe”, juntamente com Gal Costa (“Recanto” ao vivo) e Ná Ozzetti (“Embalar”). Ganhou Gal.

Se o último álbum levou Blubell novamente ao Municipal do Rio de Janeiro, foi graças ao segundo disco, “Eu sou do tempo em que a gente se telefonava”, que ela teve a oportunidade de apresentar-se em cinco cidades do Japão, em 2011, a convite da embaixada daquele país. Isso porque “Eu sou do tempo…” foi muito bem recebido pelo público nipônico. Em 2012, Blubell participou do movimento mundial “I Charleston the World, com o videoclipe “Charleston SP”, produzido pela Recheio Digital. “Música”, canção de sua autoria, foi escolhida para a trilha sonora.  Mais de 200 mil acessos foram registrados no Youtube. Também em 2012 Blubell subiu ao palco da primeira edição do  Festival Lollapalooza no Brasil, realizado no Jockey Club de São Paulo. Foi a única representante feminina nacional no evento. Para tanto agito, não sobra espaço para ser diva.

Confira a entrevista que a cantora Blubell concedeu ao Blog Tudo o Que Você (ou)Vê.

[Tudo o que você (ou)vê]  Quais as expectativas para essa série de shows aqui em Curitiba?

[Blubell] Sempre teve muita gente pedindo o show em Curitiba na minha fan page. Tô muito feliz de finalmente trazer o “Diva é a Mãe” pra cá. Eu e minha produção temos tentado viabilizar isso a um tempo já e de repente chegou esse convite da Caixa Cultural comemorando seus 35 anos. O clima é de festa!

[Tudo o que você (ou)vê]  Conte um pouco sobre seu ultimo trabalho “Diva é a Mãe”

[Blubell] O Diva é meu terceiro disco autoral e talvez o mais autoral deles. Eu cheguei a procurar parceiros de composição, mas não aconteceu. Acabei fazendo todas as músicas e letras e isso fez dele um disco muito pessoal. São 13 faixas que falam de um período específico da minha vida. Tudo regado a jazz com os músicos sagazes que me acompanham.

[Tudo o que você (ou)vê]  Quais são as suas principais influências e o que tem ouvido ultimamente?

[Blubell] Meu pai colecionava discos de jazz e eu custumo dizer que brincava de boneca ouvindo Billie Holiday… Meu irmão me apresentou os Beatles, o Stevie Wonder e mais uma tonelada de artistas icônicos. Então minha maior influência para entrar na música foram meu pai e meu irmão… Ironicamente, eles também foram minha “menor influência”, pois sempre foram tão críticos comigo que eu demorei muito pra convencê-los de que não estava brincando quando resolvi que ia fazer música.

[Tudo o que você (ou)vê]  Você está numa tour pelos centros culturais da Caixa, como está sendo a recepção desses shows?

[Blubell] Recife foi incrível. Tanto a recepção do público quanto a hospitalidade da Caixa. São Paulo também. Espero que não seja diferente em Curitiba.

[Tudo o que você (ou)vê]  Algum projeto para o futuro?

[Blubell] Estamos nos preparando pra viajar com o show “Blubell canta Madonna”. Fizemos um pré lançamento no Tom Jazz em S.Paulo e foi tipo parque de diversões… Como é bom interpretar essas músicas. Os arranjos estão deliciosos. Espero voltar pra Curitiba em breve com esse show.

Serviço:

Data: 21/08/2015 a 23/08/2015
21 e 22 – 20h
23 – 19h
Horário: Sexta e sábado, às 20h e domingo às 19h.
Horário da Bilheteria: De terça a sábado, das 12h às 20h e domingo, das 16h às 19h.
Local: Teatro Caixa Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro – Curitiba
Entrada: Venda de ingressos a partir de 15 de agosto(sábado), às 12h.
Valor do Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (meia – conforme legislação e correntista que pagar com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.

 

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